Salamanca
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PARQUE ELIO ANTONIO DE NEBRIJA

30 minutos
O Parque Elio Antonio de Nebrija situa-se na margem esquerda do Tormes, na área compreendida entre a Puente Romano e a Puente Rodríguez Fabrés. O curso do ribeiro do Zurguén divide-o em duas zonas comunicadas através de uma ponte. Possui amplos espaços verdes com pistas de atletismo, parques infantis, zona biosaudável, skate park, auditório e cafetaria. Por ele passa a ciclovia e conta com uma estação de empréstimo de bicicletas.
Salamanca, a “Cidade Dourada”, onde o arenito de Villamayor é omnipresente, tem vindo a transformar-se nas últimas décadas numa cidade verde, num lugar cada vez mais acolhedor para os cidadãos. O centro urbano conta atualmente com aproximadamente trezentas hectares de áreas verdes. A maior parte desta grande superfície vegetal estende-se pelo corredor natural situado em ambas as margens do rio Tormes.

Até há não muito tempo, Salamanca vivia de costas para o rio. Apenas as pessoas que dependiam das suas águas para viver ocupavam as suas margens (curtidores, pescadores, criadores de gado, moleiros ou lavadeiras). Todos esses ofícios ancestrais perderam-se, mas o grande êxito dos últimos anos tem sido integrar o rio e as suas zonas adjacentes na cidade. O lazer e os espetáculos festivos substituíram os duros trabalhos de outrora. Desportistas, visitantes, famílias com crianças e animais de estimação desfrutam aqui da natureza e dão vida à beira-rio.

Um desses espaços de nova criação é o “Parque Elio Antonio de Nebrija”. Recebe este nome como homenagem ao célebre professor catedrático de gramática da nossa Universidade, que publicou em Salamanca a primeira Gramática em língua castelhana em 1492. Este parque situa-se na margem esquerda do rio Tormes, no troço compreendido entre a Puente Romano e a Puente Rodríguez Fabrés. O Ribeiro do Zurguén divide-o em duas partes, comunicadas entre si através de uma passarela metálica que se ergue sobre a foz do Zurguén no Tormes. Conta com uma extensão de cerca de 28 hectares que se prolongam para oeste na zona desportiva de Salas Bajas e, para leste, até à Ponte Enrique Estevan. Para sul, estende-se pelo Parque Miguel Delibes. O conjunto destes parques e zonas desportivas constitui um dos espaços verdes mais importantes da cidade de Salamanca. Prados e uma rica vegetação ribeirinha estendem-se por ambas as margens do rio e transformam as proximidades da Puente Romano num dos pulmões da cidade. Daqui, há umas magníficas vistas do Teso de las Catedrales, mas, tratando-se de vegetação caducifólia, a paisagem muda extraordinariamente com o passar das estações.

Na segunda Segunda-feira de Páscoa, estes prados enchem-se de jovens que descem à beira-rio para celebrar a Lunes de Aguas comendo o típico hornazo. Nesse dia, segundo a tradição, as prostitutas, que tinham sido transferidas para Tejares quando começava a Quaresma, regressavam a Salamanca. Voltavam em barcos numa peculiar comitiva presidida pelo “Padre Putas”. Celebravam o seu regresso comendo um bolo recheado com chouriço, fiambre, lombo e ovo, produtos proibidos durante a Quaresma, tradição que se perpetuou na festa da Lunes de Aguas. Nas festas dos padroeiros da cidade - São João de Sahagún e da Virgem da Vega - é o local escolhido para desfrutar dos fogos de artifício. Festa, tradição, desporto e lazer unem-se para encher de vida as margens do rio.

O parque oferece inúmeras possibilidades de lazer para os cidadãos. Desde passear pelos seus trilhos, circular de bicicleta através da ciclovia que o atravessa ou praticar desporto nos seus campos e pistas de atletismo.
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Ponto de interesse turístico
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