Salamanca
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PRAÇA DE ANAYA

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A Praça de Anaya é um dos recantos mais emblemáticos de Salamanca e um local de passagem obrigatória para todos os que visitam a cidade. A sua origem remonta à Guerra da Independência, quando o General Thiebault ordenou a demolição do casario que se estendia entre a fachada do Colégio de Anaya e o átrio norte da Catedral. No lado norte da praça, em frente à Catedral Nova, encontra-se o Colégio de Anaya, o primeiro colégio universitário de prestígio fundado em Espanha. O edifício, que hoje acolhe a Faculdade de Filologia, é flanqueado à esquerda e à direita pela Igreja de San Sebastián – antiga capela do colégio – e pela Hospedería de Anaya, onde os estudantes se alojavam quando terminavam os seus estudos. Os seus jardins oferecem uma excecional zona de descanso aos estudantes e aos turistas que fazem uma pausa no caminho para descansar e contemplar extasiados o magnífico espetáculo que os rodeia.

A Praça de Anaya é um dos lugares mais belos da cidade. Quando se acede a ela pela Rúa Mayor, impressiona a magnitude da Catedral Nova, especialmente se a vemos iluminada. A sua origem remonta à passagem dos exércitos napoleónicos pela cidade durante a Guerra da Independência. Foi o General Thiebault quem ordenou a demolição do casario que se estendia entre a fachada do Colégio de Anaya e o átrio norte da Catedral Nova.

Hoje é um espaço verde e aprazível que oferece o seu frescor nos quentes dias de verão a jovens deitados na sua relva e a turistas que fazem uma pausa na sua visita à cidade. Entre o variado arvoredo que embeleza o entorno, destacam-se pela sua majestosidade os cedros do Himalaia, que superam os 20 metros de altura e parecem desafiar as esbeltas agulhas da Catedral Nova. Merece menção especial a sequoia plantada em 1976 pelo então presidente da câmara, Beltrán de Heredia, como homenagem à sequoia centenária do pátio das Escuelas Mayores. Graças ao esmero dos jardineiros, que cuidam com dedicação dos jardins desta praça, o canteiro situado junto às escadarias da Puerta de Ramos transformou-se numa imagem típica da cidade. O vibrante colorido das flores que aqui se semeiam aporta vida e beleza ao entorno, convertendo-se num precioso cenário onde centenas de turistas se fotografam todos os dias.

Em algumas épocas do ano, a praça ganha vida como espaço para concertos e representações teatrais ao ar livre, oferecendo um cenário único sob o céu salmantino. Também acolhe o mercado de Natal e outros mercados populares que a enchem de cor, aromas e artesanato local. Duas datas destacam-se especialmente pelo seu valor simbólico e cultural:

  • O dia 7 de setembro, quando se celebra a emotiva oferenda floral à Virgem da Vega, padroeira da cidade. É o momento ideal para admirar o traje de charra, símbolo da identidade salmantina, considerado um dos mais belos e elaborados do folclore espanhol.
  • O dia 31 de outubro é outra data importante nesta praça. A meio da manhã, o Mariqueo, vestido com a indumentária tradicional e acompanhado de dulzaina e tamboril, sobe ao cimo do campanário da catedral para agradecer à Virgem por ter protegido Salamanca a 1 de novembro de 1755, durante o terramoto de Lisboa.
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