Salamanca
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RIBEIRA DO RIO TORMES

1 hora 30 minutos

O Passeio Fluvial de Salamanca é uma ampla zona verde situada na margem direita do rio Tormes. Estende-se, seguindo o curso do rio, desde as imediações da Ponte Romana até à zona de La Aldehuela. O percurso divide-se em trechos marcados por pontes que nos permitem atravessar de uma margem para outra com facilidade. O bosque ribeirinho constitui um ecossistema de grande valor ecológico. A sua vegetação de ribeira —choupos, freixos e salgueiros— contribui para manter a qualidade da água e oferece refúgio a inúmeras espécies de aves. No percurso, a natureza, a história e a arte fundem-se.

Pode ser percorrido tanto a pé, por um passeio largo e confortável, como de bicicleta graças à ciclovia que o atravessa. O ambiente é especialmente agradável para passear, praticar desporto ou desfrutar em família, pois dispõe de parque infantil, zona biosaudável, zonas de piquenique e parque canino.

Nas últimas décadas, Salamanca experimentou uma profunda transformação urbana que a tornou uma cidade mais verde, acessível e agradável para viver. Hoje, possui cerca de trezentas hectares de parques e jardins, a maioria distribuída ao longo do corredor natural que corre paralelo ao rio Tormes.

Durante séculos, a cidade viveu praticamente de costas para o rio. Apenas aqueles que dependiam diretamente das suas águas —curtidores, pescadores, pecuaristas, moleiros ou lavadeiras— ocupavam as suas margens. Com o desaparecimento destes ofícios tradicionais, o grande avanço dos últimos anos tem sido integrar o rio na vida urbana. Atualmente, desportistas, famílias, visitantes e pessoas com animais de estimação desfrutam deste ambiente natural, transformado num dos principais pulmões verdes de Salamanca.

As margens do Tormes, especialmente na zona do Passeio Fluvial, transformaram-se num autêntico vergel, com prados, vegetação ribeirinha, parques e amplas zonas desportivas. A sua vegetação ribeirinha —choupos, freixos e salgueiros— constitui um ecossistema de grande valor ecológico que contribui para manter a qualidade da água e oferece refúgio a inúmeras espécies de aves. Entre as mais comuns destacam-se a garça-branca-pequena, o pardal-comum, a gaivota-de-cabeça-preta, o corvo-marinho-de-cabeça-preta e o milhafre-real. Também podem ser observadas aves sazonais como andorinhas, andorinhões, socós e diversas aves de rapina.

Este espaço ganha um protagonismo especial a cada Segunda-feira de Águas, quando milhares de jovens e famílias celebram esta tradição salmantina degustando o típico hornazo. Esta festividade recorda que, durante a Quaresma, as prostitutas eram obrigadas a deixar Salamanca e cruzar o rio em direção a Tejares. Na Segunda-feira de Águas regressavam acompanhadas pelos estudantes e pelo chamado Padre Putas, atravessando o Tormes em barcas. Nas pradarias perto da ponte, organizava-se então uma grande festa cujo prato principal era o hornazo, uma empanada recheada com lombo, chouriço, presunto e ovo cozido.

O Passeio Fluvial é percorrido por uma ciclovia que conecta este trecho com os já existentes em direção a Santa Marta de Tormes —através de La Aldehuela e da Isla del Soto— e em direção a Carbajosa de la Sagrada, pelo bairro San José e pelo parque industrial El Montalvo.

Graças a esta recuperação ambiental e urbana, o Parque Fluvial do Rio Tormes consolidou-se como um espaço onde convivem lazer, desporto, cultura e natureza.

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